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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Midterms

Que Arquitetura é um curso pesado não importa o país, é algo que eu aprendi aqui a duras penas. A diferença é que aqui temos entregas muito mais frequentes, o que implica em um fluxo maior de trabalho. O que pode, em parte, explicar minha ausência do blog nas últimas semanas é:

1- Minha viagem para Boston (dedicarei pelo menos 2 posts a ela, foi incrível!)

Fui para Boston passar um fim de semana prolongado com meu amigo-chefe-professor e sua esposa, e esses 4 dias em que eu deveria estar trabalhando no studio meio que bagunçaram toda a minha agenda de entregas. O que leva ao segundo item:

2- MIDTERMS

Que é como se fosse o final do primeiro bimestre, período em que todo mundo tem provas, e no caso dos estudantes de arquitetura significa ENTREGA DE PROJETO. 

With one difference. You don't wake up because you don't sleep!

Minha entrega de Studio seria um diagrama, uma maquete enorme e super complexa e o set de desenhos arquitetônicos representando uma seção dos Silos de Buffalo. Vamos por partes:

A maquete.

Imagina uma maquete de cerca de 1 metro de altura, com todas as curvas possíveis e imagináveis. 
A estrutura é chamada de waffle structure, por que é feita em "costelas" horizontais encaixadas perfeitamente em pilares, formando uma base em que se pose colar o revestimento da maquete. Cada "costela" levou mais ou menos meia hora para ser cortada. São 12, fora a base e o topo. 

Corte laser humano. Só que não

IT'S ALIVE

Não consegui terminar toda a maquete a tempo, o que não se mostrou tão ruim assim por que minha estrutura foi bem feita. 

O Diagrama

Parte da entrega era fazer um diagrama mostrando como você interpreta o movimento de grãos dentro dos silos. Fiz o meu relacionando o movimento dos grãos como o de um fluido. 
Supostamente era pra fazermos no Illustrator, mas é claro que fiz no Corel.
Simplezinho :)

A entrega de Projeto foi basicamente essa. Vieram críticos de fora assistir a apresentação, o que enriquece muito a discussão. Ninguém saiu chorando, o que é um bom sinal! Consegui um B+.

Em Design-Build seminar, uma matéria de projeto mais avançada que eu estou pegando, temos que pensar em torres de projeção para uma instalação de vídeo em uma galeria de arte contemporânea daqui de Buffalo. O legal é que se gostarem da minha proposta, ela será construída! Yay! Fui com A- nessa.

Minha proposta

Por último, minha matéria mais divertidinha, Basic Digital arts. Tivemos que criar um ambiente surreal com imagens da internet. Bem legal. :)


Por enquanto é só! Agora que tenho um tempinho pra respirar, vou tentar me dedicar mais a atualizar o blog.
Inté!









quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Como comer bem (ou quase) nos Estados Unidos


Essa vai para os intercambistas e futuros CsF de plantão.
Uma das principais preocupações pra quem vai passar 1 ano comendo fora - da sua cultura, do seu país, é de como se adaptar às opções locais. Estranhamente, vejo mais pessoas falando em "não engordar" que em permanecer saudável. Quais são as suas prioridades?
É amplamente difundido no Brasil que aqui é o país do fast food. Isso é em parte verdade, por que sim, hamburgers e onion rings não faltam pelas terras norte-americanas. Estou na cidade que originou as "Buffalo wings", asinhas de frango fritas e cobertas com molho picante.

DILIÇA

E como estou no país do fast food, imaginei que fosse encontrar muitas pessoas obesas e que só teria porcaria pra comer. Isso foi preconceito da minha parte. Não é só americano que tem preconceito com brasileiro, o oposto também acontece, e muito! 

Primeiramente, pelo menos na universidade não vejo muitos jovens obesos. A maioria é bem atlética, na verdade, com uma quantidade razoável de pancinhas saudáveis (categoria em que eu me enquadro) e  obesos são minoria absoluta.  Acho que desde que as pessoas começaram a ter mais consciência sobre os perigos das doenças relacionadas a vender comida dita "saudável" anda dando mais lucro do que aquilo que é absolutamente engordante. E a universidade meio que tem a obrigação social de oferecer alternativas saudáveis às comilanças gordurosas.

Quem me conhece sabe que eu adoro um fast food. Mas para quem também tem essa característica e tem medo de vir morar nos US por um ano e voltar pesando 300 kilos, eu tenho uma boa notícia: em algumas semanas você não vai aguentar nem o cheiro de fritura mais. Fast food enjoa, e rápido! 
Uma curiosidade que descobri aqui é que americanos não almoçam. O almoço é na verdade apenas um lanche rápido, geralmente um sanduíche. Nas primeiras semanas estranhei muito, mas já acostumei. O jantar começa às 4:30 (da tarde, sim) e vai até às 7:30.

Aqui na UB, pelo menos no dining hall mais próximo do meu dormitório, sempre tem opções saudáveis. No café da manhã tem bastante frutas, mingau de aveia, granola... além de bagels com cream cheese, waffles e bacon. No almoço não tem muita escapatória, é sanduíche mesmo, mas também dá pra pedir um wrap, que é tipo um rolinho de pão bem fino recheado com o que você escolher, ou uma das saladas que vem prontas. Uma vez inventei de pegar um sushi da geladeira... "spicy crab".

way too spicy

No jantar somos lembrados mais uma vez de como a UB é uma universidade muito internacional. Cada dia é comida típica de um país (menos o Asian day, que é uma tentativa de englobar toda a ásia em um prato de noodles com frango e vegetais), o que é bem legal. Confesso, a comida do dining hall começou a enjoar. 

Não quero ser aquela pessoa que vai pra outro país e só come comida brasileira, acho que comer os pratos típicos faz parte da experiência do intercâmbio. 

Motivos puramente culturais, viu?

Inté!
quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O outono chegou! (winter is coming)

Como eu sei que o outono chegou:
  • Tudo o que você puder imaginar vem em sabor abóbora agora, incluindo Oreos e café no Starbucks. 
  • Os jardins dos americanos já estão decorados para o Halloween.
  • Não está tudo verdinho como era 2 semanas atrás.
  • Começou a ventar muito frio. Sair sem casaco = resfriado.

Pela primeira vez na minha vida estou vivendo um outono de verdade. É impressionante como aqui as estações são realmente diferentes. Assim... 2 semanas atrás estava um calor de rachar e agora as médias não passam de 20 graus celsius, sendo que nos dias em que chove chega a ficar na média dos 12, 15. Pra uma menina nascida e criada em terras goianas, em que dias assim só acontecem no auge do inverno, isso está sendo uma experiência bem... interessante.
Quem não está achando graça é o meu sistema respiratório.

Enfim, esse início de outono já deu pra assustar, eu e os outros brasileiros estamos meio desesperados com o inverno. Entre os amigos nativos de Buffalo, existem duas vertentes. Alguns dizem que nos últimos anos a tendência é de invernos mais amenos, como ano passado em que mal tiveram neve. Já outros dizem que como o verão desse ano foi muito quente e seco, esse inverno será especialmente terrível. Tipo Winterfell, sabe?

BRACE YOURSELVES!


O fato é que a região próxima aos grandes lagos tem um histórico de nevascas terríveis. O lago Erie é nada mais que uma massa gigantesca de água doce, que evapora e vai se precipitar... adivinha onde! Um amigo me contou que em 1977 uma das piores nevascas dos Estados Unidos aconteceu aqui em Buffalo, e 35 pés de neve (pouco mais de 10m) caíram em 4 dias consecutivos. Tanta neve que as pessoas tinham que sair de casa pela janelinha do sótão e até os postes de iluminação ficaram soterrados

Blizzard of 77

Por enquanto é estocar comida enlatada comprar casacos e botas e esperar, porque em 2010 começou a nevar já no halloween. Quando me perguntam como é o clima onde eu vivia no Brasil eu respondo que é "always summer". Ê saudade da terrinha! 
Mas que as paisagens do outono de coníferas e caducifólias são deslumbrantes... é difícil negar. Vamos curtir o outono que winter is coming!

Vou viver em praticamente uma página de calendário de vó


Inté!










terça-feira, 18 de setembro de 2012

Silo city - o modernismo nasceu aqui!


“Eis aqui silos e fábricas americanas, magníficas primícias de novos tempos. Os engenheiros americanos esmagam com seus cálculos a arquitetura agonizante.” 
-Le Corbusier

Uma grande surpresa arquitetônica, que pode não saltar aos olhos do turista tanto quanto as obras do Frank Lloyd Wright, ou arranha céu do Louis Sullivan em downtown, mas desempenhou um papel fundamental na arquitetura como a temos hoje é um parque industrial em grande parte abandonado, aqui em Buffalo.

É chamado de Silo City, pois é tão complexo e adensado quanto uma cidade, mas feito para nenhum habitante. É uma cidade - máquina de concreto, cujas funções são apenas de armazenar e distribuir grãos. Os primeiros silos foram construídos no final do século XIX, sendo os mais recentes, da década de 30 do século passado. Curiosamente, o silo mais antigo do parque continua em funcionamento.

É engraçado pensar que antes dos silos, o foco da arquitetura não era o funcionalismo. O modernismo abriu caminhos na arquitetura, e foi de certo modo emocionante estar em um dos lugares que fizeram a diferença - para a arquiteura, ou o modo como a percebemos.

Buffalo já foi a cidade mais rica dos Estados Unidos, e sua riqueza veio em grande parte da sua importância industrial. Hoje a cidade de 200.000 habitantes faz parte do chamado "Rust Belt", o cinturão da ferrugem, região que compreende o noroeste do estado de Nova York, norte de Ohio e Michigan, ou seja a região imediata aos grandes lagos. O Rust belt foi o coração da indústria de base americana, mas entrou em decadência por volta da década de 70. Hoje em dia as cidades são esvaziadas, e parques similares ao Silo City não são incomuns. A importância de Buffalo no fim do século XIX e início do XX é especialmente relevante devido à sua localização geográfica, por estar estrategicamente entre os lagos Erie e Ontario, e na divisa com o Canadá. O Erie Canal era a rota de distribuição de produtos daqui para o resto dos Estados Unidos, principalmente para New York City.



Erie Canal - de Buffalo para o MUNDO





Inté!







segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Award for innovation

Primeiramente, devo pedir desculpas aos meus caros leitores pela escassez de postagens nas últimas semanas. Grande parte se deve ao horário apertado, com vários dias passados inteiramente trabalhando no studio, e resolvendo papeladas do Ciência sem Fronteiras; MAS admito que escrever pro blog dá uma preguicinha, especialmente se for pra escolher entre atualizar o blog e dormir.

Enfim, a tarefa de construir a torre de spaghetti se revelou um pouco mais complicada do que eu imaginava. Embora ter noção de estruturas faça toda a diferença, me colocando bem na frente dos coleguinhas calouros, eu queria fazer algo realmente legal. Fiquei dias pensando, trabalhando conceitos que eram inviáveis com o material, construindo modelos em escala e protótipos que quebravam com o peso do ovo. Mas depois fui descobrir o problema maior. Era a cola.

A cola que era permitida no edital é uma Elmer's bem vagabunda, o equivalente a uma tenaz. Ela é ótima pra papel, mas o problema é que como ela tem muita água na composição e demora secar, isso acaba "cozinhando" o macarrão, tornando o ponto de junção, que deveria ser forte, um ponto de fratura. Um dia o monitor da minha turma apareceu e me falou "Por que você está usando Elmer's? Usa a Tacky, é bem melhor!. Minha vida mudou.

Mas como isso já foi na sexta feira passada, e o trabalho era pra segunda, fui em busca de um conceito legal mas que fosse de fácil e rápida execução, até por que não estava afim de passar o fds inteiro no studio. Depois de muito matutar, elaborei uma estrutura em que o ovo não seria apenas o protagonista, mas peça estrutural fundamental. Como num arco, em que a peça "chave" tem a função de manter tudo de pé, pensei em uma estrutura com pilares inclinados em que o peso do ovo fosse essencial para o equilíbrio do conjunto.


Acabei com algo assim:

My baby

Funcionou bonitinho, se tirasse o ovo os pilares caíam. 
Hoje foi a entrega, e os monitores pediram pra cada um montar na sua mesa o modelo, e a prancha com elevação e planta baixa (CAD? QUE ISSO??? EL PRANCHETÓN!) e deram pra cada aluno 2 mini post-its pra colar na mesa dos trabalhos que achasse mais legais. Teve um maluco que construiu uma torre treliçada de 2m, outro que fez uma tora maciça de macarrão pensando uns 5kg, trabalhos muito bonitos e muito interessantes. Foi muito bom ver o trabalho de todos os meus 109 coleguinhas. No final ganhei só 3 votos, mas o meu pelo menos ficou de pé (uns 20% dos trabalhos não aguentaram a carga e quebraram no meio da votação). Depois chamaram todo mundo pro auditório.

EU?!?!!!!!!1!?

Teve uma premiação de 6 trabalhos escolhidos pelos professores, e o projeto com mais post-its ganhou o prêmio Student's Choice! Avaliaram quesitos como criatividade, estrutura mais alta, estrutura mais leve, melhor execução... E eu ganhei como o projeto mais inovador! Foi lindo!

Meu prêmio

Cada ganhador levou pra casa um milhão de reais em barras de ouro que valem mais do que dinheiro, ma-oeh um livro que tinha a ver com o ponto forte do seu trabalho. Foi o máximo!
Estava mesmo precisando de motivação, agora estou bem mais animada para o semestre.

Inté!






quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Design Studio - an odyssey

Na minha primeira postagem eu comentei que a Universidade nunca tinha recebido meu portifólio. Bem, agora vou explicar com calma tudo o que aconteceu.

No processo de inscrição do Ciência sem Fronteiras, foi pedido que os alunos que estão na área de Indústria Criativa preparassem portifólios para que esses fossem levados em conta no processo de placement nas universidades norte-americanas. Para isso, teve um link na Common App para fazer upload de um arquivo de até 500 Kb (o que, para todo mundo que já produziu um documento com imagens, sabe como é um tamanho ridículo). No dia de fazer upload na Common App, meu arquivo de 460k não queria subir de jeito nenhum, então mandei por email para o IIE. Até aí, tudo certo. O IIE me mandou mais uns 2 emails pedindo o portifólio, e eu enviei a versão de melhor qualidade, um PDF com 6mb. Quando recebi meu Terms of Appointment dizendo que tinha sido aceita na University at Buffalo, imaginei que estivesse tudo certo. Mas o fato é que eles NUNCA receberam, nem analisaram meu portifólio.


Quando fui feliz da vida ver em quais matérias eu tinha sido aceita para o Fall semester, veio a decepção. Nada de Projeto na minha vida. Em frente ao nome da Disciplina, destacada com um marca texto verde, a mensagem REQUIRED PORTFOLIO. Ok, what? Fui no departamento de arquitetura e o Vice Reitor, que chamaremos aqui de Mr. Deselegante me informou que eu não faria nenhum Design Studio sem ter previamente meu portifólio avaliado pela equipe de professores. Eu perguntei por que eles não haviam avaliado ainda, e a resposta, como vocês já sabem, é que eles não tiveram acesso ao meu portifólio. E se eu quisesse uma chance de ainda ser avaliada para esse semestre, deveria levar o portifólio impresso, nos padrões da universidade, em até 24h. Ou seja, SE VIRA.

Gastei um tempinho reformatando o meu portifólio, mas consegui ter tudo pronto na hora estipulada. Entreguei nas mãos do Mr. Deselegante, e ele disse que informaria qualquer decisão por email. Isso foi na 4a feira passada, dia 22. Como até hoje não havia recebido nenhum feedback, resolvi ir lá e falar pessoalmene.

O Mr. Deselegante foi menos deselegante dessa vez. Disse que avaliou meu portifólio, e que faltam nele evidências das minhas habilidades em desenho a mão livre e confecção de maquetes. Por que é esperado de qualquer aluno que não é um calouro, que essas habilidades sejam muito bem desenvolvidas. Então eu só poderia pegar um Design Studio mais avançado depois de passar pelo ARC101, o Projeto 1 deles, junto com os inocentes calourinhos de arquitetura. E eu decidi aceitar a oferta, por que pra mim Projeto 1 é melhor que projeto nenhum.

Nosso primeiro assingment é desenvolver uma estrutura com espaguete, que seja forte o suficiente pra segurar um ovo de gesso que fizemos na aula de hoje. Achei bacana, por que por mais que os calouros queiram viajar nas ideias, elas precisam ser factíveis estruturalmente. E o ovo pesa uns 300 gramas.

Close enough

Meu ovinho

ARC101

Inté!

domingo, 26 de agosto de 2012

#comoeumesintoquando

Um americano me pergunta qual é o meu major.

Eu respondo que faço Arquitetura.

E eles fazem essa cara:



funny gifs

SO. FUCKING. SCARY.

Niagara Falls

Sempre achei muita arrogância norte americana as cataratas do Niágara serem consideradas uma das 7 maravilhas do mundo sendo que Iguaçu é muito maior e com maior fluxo de água. Nunca fui a Iguaçu, mas tive a oportunidade de ver Niágara de perto ontem.
Compare:
Niagara x Iguaçu

As cataratas são muito lindas. A força da água é impressionante, e também achei surpreendente como a água é límpida. A estrutura para turistas é muito boa, tem vários quiosques de comida e souvenirs querendo ver seu dinheiro sair correndo dos bolsos, aliás, como tudo que é turístico aqui nos Estados Unidos. Tem também alguns passeios pagos, como o barquinho que vai bem perto das quedas, mas não fomos por que queríamos passar no outlet para fazer algumas compras.

Hi Canada!

Fomos também no Niagara Falls Hard Rock café, que é bacana mas nos cobrou absurdos 36% de taxa de serviço. Para ir para o outlet pegamos um ônibus lá perto das cataratas que levou uns 20 min. É gigantesco. Separamos 3h para compras e não deu pra andar quase nada, são muitas lojas. No total, pegamos 2 metrôs e 4 ônibus para ir e voltar de Niagara Falls. O passe diário é só $5, mas da próxima vez eu vou de taxi, sério.

Inté!



Welcome to UB

Quando vemos nos filmes aquela empolgação que ronda os eventos das universidades americanas, não dá muito pra entender. Ok, universidade é legal, mas tudo isso? Mas pela minha vivência aqui, acho que os americanos tratam essa etapa da vida de uma maneira muito diferente. É como se a cada momento da escola eles fossem se preparando para isso, então mesmo se não for incrível, eles tem a OBRIGAÇÃO  de achar incrível. Isso fez sentido? Ok, nevermind...

O fato é que fiquei meio chocada quando os responsáveis por cada andar chamaram todo mundo do dormitório pra ir pro gramado em frente brincar. Sim, brincar. Sabe aquelas brincadeiras que não precisam de nenhum objeto ou local específico, do tipo que costumávamos jogar na rua com os primos e vizinhos? Ver marmanjo de 20 anos brincando que nem criança, rindo e caindo na grama foi digamos, peculiar... e divertido.

Welcome, freshman!

Sexta feira teve um evento de recepção para os calouros no campus norte. Eu e os outros brasileiros, como não somos bobos nem nada (não somos freshman da classe de 2016, mas somos novos na UB), entramos no meio, e foi muito legal. Primeiramente teve um anúncio para quem quisesse participar da foto aérea com pessoas formando o logo da Universidade no gramado, e nós chegamos super cedo. Pegamos as camisetas  e fomos para a marcação no gramado.
Uhul!

Teve um momento engraçado em que o cara com o megafone animando a galera começou a perguntar de quais cidades as pessoas eram.

-Who's from Rochester???
-Who's from Syracuse???
-Who's from- brasucas gritam BRASIIIIIIIIIIIIIL!

O cara demorou a entender que estávamos falando do Brasil mesmo, e não de uma cidade obscura no noroeste de NY.

Resultado:
É NOIS!

Depois da foto fomos todos pra um grande picnic com a presença dos jogadores de futebol americano, o reitor e tudo mais. A comida estava boa, ainda mais por que era grátis.

inté!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

University at Buffalo

A University at Buffalo faz parte do sistema SUNY - State University of New York, que também possui outras universidades em todo o estado de NY. Apesar de não ser a melhor da rede, é a com o maior campus e o maior número de alunos, possuindo uma parcela expressiva de alunos internacionais, cerca de 15%.
Se você acha que 19 brasileiros é muito, é pq não viu a quantidade de chineses, coreanos e indianos que tem por aqui. Não-asiáticos são minoria absoluta, e quando você pensa que essa galera toda está pagando, e CARO pra estudar aqui, dá vontade de sair gritando OBRIGAAAAADAAAAAA DILMINHA #not  é que a gente vê que oportunidade incrível que foi o CsF.

DILMA, SUA LINDA.

A UB possui 2 campi, sendo 1 em Buffalo (south campus) e um em Amherst (north campus). O Campus sul é menor, possui edifícios históricos lindos e é onde eu e os outros brazucas estamos morando. Como faço Arquitetura, é nele onde eu terei todas as minhas aulas. Bem em frente também tem um centro comercial com supermercado, farmácia, lojas de roupas e restaurantes. Além do departamento de Arquitetura, aqui também tem aulas dos cursos de Direto, Farmácia, Enfermagem, Medicina e Biomedicina.

UB South Campus

O Campus Norte é muito maior que o sul, possui edifícios mais novos e muito mais dormitórios e restaurantes dentro do campus, mas fica distante do centro da cidade e meio deserto às vezes. No campus Norte ficam a maioria das aulas na área de exatas, cursos de idiomas, Música e mais um monte que eu não sei ainda. Além disso, é onde ficam os estádios e arenas dos times oficiais da UB.

UB North Campus

GO BULLS!
(me disseram que o único time daqui que presta é o de Hockey, o Buffalo Sabres)

Inté!



Intro

Quando percebi, já estava aqui. Os últimos 5 dias passaram tão rápido que dá pra assustar só de pensar que estou a milhares de quilômetros de casa e dos meus pais. 
Começando pelo início, meu nome é Isabella, sou estudante do 7o semestre de Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Goiás, e ganhei uma bolsa de estudo na University at Buffalo - the State University of New York por um ano. 
Sempre quis muito estudar no exterior, e a oportunidade do Ciência sem Fronteiras caiu como uma luva. Pra quem não sabe, o Ciência sem Fronteiras é um programa promovido pelo Governo Federal através da CAPES e CNPq, que concede bolsas de estudo no exterior para alunos selecionados de universidades brasileiras e que pertencem às chamadas "áreas prioritárias", que são:




  • Engenharias e demais áreas tecnológicas;
  • Ciências Exatas e da Terra;
  • Biologia, Ciências Biomédicas e da Saúde;
  • Computação e Tecnologias da Informação;
  • Tecnologia Aeroespacial;
  • Fármacos;
  • Produção Agrícola Sustentável;
  • Petróleo, Gás e Carvão Mineral;
  • Energias Renováveis;
  • Tecnologia Mineral;
  • Biotecnologia;
  • Nanotecnologia e Novos Materiais;
  • Tecnologias de Prevenção e Mitigação de Desastres Naturais;
  • Biodiversidade e Bioprospecção;
  • Ciências do Mar;
  • Indústria Criativa (voltada a produtos e processos para desenvolvimento tecnológico e inovação);
  • Novas Tecnologias de Engenharia Construtiva;
  • Formação de Tecnólogos.

  • No meu caso, a UFG realizou uma pré-seleção baseada em média global e nota no TOEFL e enviou a candidatura à Capes, que trabalhou juntamente com o IIE (Institute of International Education, o parceiro da Capes nos Estados Unidos) na seleção dos alunos pelas universidades norte-americanas. No meu caso, que curso Arquitetura e Urbanismo, foi exigido também um portifólio (que nunca foi enviado à University at Buffalo, leia a seguir).

    Aqui em Buffalo somos 19 brasileiros pelo CsF, sendo que a maioria da galera faz alguma engenharia ou biológicas. Só eu da arquitetura aqui...
    Enfim, vou dividir esse primeiro post em vários devido à multiplicidade dos assuntos a discutir.

    Inté!

    Nota de rodapé:
    Sobre o nome do blog: aqui nos Estados Unidos toda matéria tem um código. Pra qualquer matéria introdutória, esse código é 101. Como exemplo, Introdução à Arquitetura seria ARCH101. Então Buffalo 101 é tipo introdução à minha vida em Buffalo.